24 Maio 2018
Quarta, 23 Maio 2018 03:40

Paiva Netto

 

Em documento dedicado a todas as mulheres e homens de Boa Vontade, publicado em 28 de abril de 1992, no Correio Braziliense, quando refletia sobre o concretizar na Terra de uma profunda transformação de natureza espiritual, lembrando uma citação do saudoso jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur (1914-1979) em 1953, destaquei a advertência de Rabindranath Tagore (1861-1941), grande poeta e pensador hindu, contemporâneo e amigo de Mohandas Karamchandi Gandhi (1869-1948), que meditava com humildade: “Graças Te dou, ó Deus, porque me salvas sempre com ásperas recusas”.

Exatamente, velho Tagore, visto que nem sempre o que pedimos a Deus é o melhor para nós.

Ora, o Apocalipse é uma Revelação Divina (Livro das Profecias Finais, 1:1): “Revelação de Jesus, o Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer, e que Ele, enviando-as por intermédio do Seu Anjo, notificou ao Seu servo João”.

Por isso, não pode ser algo que venha a atemorizar cumpridores de suas obrigações perante a própria consciência e a Consciência do Criador. (...) Deus quer o nosso bem, mesmo que não o saibamos ou não o entendamos.

Mas o Apocalipse, sobre o qual temos falado e muito mais pretendemos comentar, não pode ser analisado sob forma meramente literal, escrava das limitadoras dimensões de espaço-tempo terrenos, ou sob o reprovável critério do recalque.

Para finalizar estas palavrinhas, o importante é que jamais nos esqueçamos de que, se “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:16), constitui também elevada Justiça, a qual só pode ser aplicada por Ele.

Muito apropriadamente concluiu Zarur, numa de suas memoráveis palestras: “A Lei Divina, julgando o passado de homens, povos e nações determina-lhes o futuro”.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Terça, 22 Maio 2018 03:40

Paiva Netto

 

Jesus é o Cristo Ecumênico, o Estadista Supremo, porquanto apenas o pensamento divinamente universalista pode propor a existência de uma sociedade em que os seres humanos se respeitem em tamanho grau de Fraternidade.

Impossível?! Jamais!

Estamos perante uma simples questão de saber querer, passe o tempo que for necessário. Imprescindível é que perseveremos em Cristo Jesus, como Ele próprio sabiamente exige no Apocalipse, segundo João, 3:10: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da tormenta que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra”.

 

A palavra de Martin Luther King Jr.

E que certos homens de bem parem de se esconder de uma vez por todas! Ainda ressoa a lástima do destemido pastor norte-americano Martin Luther King Jr. (1929-1968): “Nossa geração haverá de lamentar não apenas as palavras e ações odiosas dos perversos, mas o estarrecedor silêncio das pessoas boas”. (O destaque é nosso.)

Exato!

Contudo, não há neste orbe quem seja perfeitamente bom ou totalmente mau. Por causa disso, há sempre a possibilidade de corrigir-se. E que aqueles considerados bons não se tornem arrogantes na sua bondade! No entanto, e o mundo reclama com razão, que os bons sejam mais audazes nas suas obras, a fim de merecer o reconhecimento dos que esperam deles a atitude devida. Jesus deplora o comportamento omisso, conforme este Seu lamento, que antes mencionamos: “Os filhos da Terra são mais perspicazes do que os filhos da Luz”. Jesus (Lucas, 16:8)

Só com ação decidida e talentosa no Amor e na Justiça Divinos finalmente teremos “um novo Céu e uma nova Terra” — transformação que tem início no Espírito de cada um ou de cada uma —, de acordo com promessa constante do Livro das Profecias Finais, 21:1: “E vi novo Céu e nova Terra, porque o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Segunda, 21 Maio 2018 03:39

 Paiva Netto

 

A Intuição Divina é, em cada um de nós, a própria Razão do Criador. Por isso, quando efetivamente a cultivamos, o Senhor do Futuro nos avisa, com antecedência, a respeito dos fatos vindouros, pequenos ou grandes. Se O levamos a sério ou não, é outro caso.

Destaco da mensagem do Profeta Amós, em seu livro no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, 3:7, estas palavras que publiquei em As Profecias sem Mistério (1998): “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma sem primeiro revelar o seu segredo aos Seus servos, os Profetas”.

E essa mesma intuição nos mostra que significativos ideais não nasceram para poucos desafios. Por exemplo, o Ecumenismo dos Corações — aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor; tira a camisa para vestir o nu; contribui para o bálsamo curativo do que se encontra enfermo; protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus, no Evangelho, segundo Mateus, 10:8 — é um planejamento resultante do Gênio dos gênios, Deus, para uma vida em sociedade mais fraterna e justa neste mundo. Porém, como escreveu o historiador John Lukacs: “As ideias só importam quando os homens as encarnam”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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