28 Abril 2017
Sexta, 28 Abril 2017 01:49

Sexta, 28 Abril 2017 01:48

Por Paiva Netto*

  

A Legião da Boa Vontade, LBV, que integra o Conselho Econômico e Social (Ecosoc) das Nações Unidas desde 1999, com status consultivo geral, apresentou em julho de 2013, no Escritório da ONU em Genebra, Suíça, suas recomendações aos chefes de Estado e de Governo, representantes das agências internacionais, do setor privado e da sociedade civil presentes na Reunião de Alto Nível do órgão, que discutiu “Ciência, Tecnologia e Inovação, e o potencial da cultura na promoção do desenvolvimento sustentável”.

Do documento que preparei especialmente para a ocasião, publicado na revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável, em espanhol, francês, inglês e português, trago-lhes mais alguns trechos:

Sempre defendi e fiz constar em artigos, na imprensa e na internet: não há limites para a solidária expansão do Capital de Deus, isto é, o ser humano com o seu Espírito Eterno.

Portanto, a melhor tecnologia a ser desenvolvida nestes tempos de globalização desenfreada é a do conhecimento de nós mesmos. É superior a qualquer descoberta tecnológica, pois tem o poder de impedir que o indivíduo (informatizado ou não) caia de vez no sofrimento por ter desabado na barbárie mais completa.

Sem o sentido de Fraternidade Ecumênica, acabaríamos com o planeta, mantendo nossos cérebros brilhantes, mas os corações opacos. A almejada reforma da sociedade não virá em sua plenitude se o Espírito do cidadão (ou cidadã) não for levado em alta conta. (...) O mundo precisa de progresso, sim e sempre, que lhe dê pão e estudo; todavia, necessita igualmente do indispensável alimento do Amor e, por conseguinte, do respeito.

A Solidariedade, a Generosidade e a Fraternidade são justamente combustíveis que motivam a ação diligente de todos os atores sociais idealistas da comunidade internacional.

 

Paz e entendimento entre os povos

Se a tecnologia, pois, supera barreiras humanas — a internet é um exemplo disso —, é fundamental que a Solidariedade se desenvolva à sua frente, a fim de iluminar-lhe os caminhos. Nunca estivemos em momento mais auspicioso para demonstrar quão potencialmente grandes são as possibilidades de usá-la a serviço dos povos.

Que sob a invocação de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura, sem prescindir de exaltado espírito de solidariedade humana, possamos (...) abraçar, juntos, uma agenda de realizações pautada no entendimento comum que os membros da ONU, desde a sua fundação, perseguem, assim como as Mulheres, os Homens, os Jovens, as Crianças e os Espíritos de real Boa Vontade.

 

O dogma da Fraternidade

Em Epístola Constitucional do Terceiro Milênio (1988), escrevi: Haverá um tempo majestoso em que o ser humano só aceitará um dogma: o da Fraternidade sem fronteiras.

 

* José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Quinta, 27 Abril 2017 00:49

Por Paiva Netto*

  

Na luta por um mundo melhor, deve o ser humano, antes de tudo, procurar a parte de Deus, que toda gente possui. Não falo aqui no deus criado pelo homem à imagem e semelhança do homem, porque essa criação é por demais grotesca. Em vez de andar atrás de coisas que eventualmente nos separem, é dever de todos trabalhar por aquilo que eternamente nos une: o Bem.

Costumo dizer — e há muito tempo — que é nos momentos de crise que se forjam os grandes caracteres e surgem as mais poderosas nações.

Em 18 de dezembro de 1982, em Goiânia/GO, Brasil, na entrevista que concedi à repórter Cristina, da TV Goyá, relembrei uma bandeira que me acompanha desde a juventude: viver a unidade na diversidade, para vencer a adversidade.

Por isso, nos encontros entre expressivas economias do planeta — naturalmente movidas pelo instinto de sobrevivência, ressaltado por mim na Folha de S.Paulo, em 27 de abril de 1986 — na busca de mecanismos salutares para o enfrentamento de crise, é essencial, contudo, que a razão seja permeada pelo espírito solidário (coisa ainda rara nesses relacionamentos internacionais), pois o coração torna-se mais propenso a ouvir sempre que a Fraternidade é, de fato, o alicerce do diálogo. Desejo, portanto, submeter ao critério de meus leitores que podemos construir uma sociedade globalizada melhor, de Paz, de Fraternidade Ecumênica e batalhar para essa transformação em toda a parte, tema que igualmente defendi na revista Globalização do Amor Fraterno.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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