15 Novembro 2018
Quinta, 15 Novembro 2018 00:33

 Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu!

 

Paiva Netto

 

Após a inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, em 21/10/1989, testemunhamos, pela TV, em 9 de novembro, na Alemanha, a queda do Muro de Berlim. Esses dois acontecimentos, que completaram 29 anos, trazem em similitude a vitória da liberdade. A ignorância, porém, persiste — em várias regiões do mundo — em desejar tolher o direito inerente à criatura humana de poder exprimir, com equilíbrio, as suas convicções políticas, científicas, artísticas, filosóficas, religiosas, esportivas, e assim por diante, na busca de um mundo melhor.

Quem poderia conceber que aquele portentoso paredão, que muito mais que concreto era ideológico, tombaria? Mas caiu! Da mesma forma, as fronteiras vibracionais entre esta e outras dimensões também virão abaixo, mais cedo ou mais tarde.

 

Universo Invisível

Em 21 de dezembro de 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-Nosso”, que realizei, de improviso, em Porto Alegre/RS, Brasil, no Ginásio de Esportes do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a desenvolver este raciocínio:

Eis uma pequena demonstração de que a Ciência humana, a despeito dos respeitáveis esforços de tantos abnegados idealistas, encontra-se no início de sua brilhante trajetória, apesar do extraordinário progresso a que nos tem conduzido: o justificado deslumbramento de suas mais importantes figuras ante a restrita parcela do Cosmos que se vê. Mas e diante da imensidade que não se enxerga, que não se descobriu ainda?... Não aludimos apenas ao Universo físico, com suas galáxias, que é algo realmente de assombrar: só a Via Láctea, da qual fazemos parte, abarca bilhões de estrelas... É incrível a sua abrangência!... E os mais poderosos telescópios e radiotelescópios alcançam a mínima parte deste Universo físico. Os seres humanos, e mesmo os invisíveis de razoável grandeza espiritual — pois estes são muitos no Outro Lado da Vida —, ficam do mesmo modo fascinados, com muita razão... Entretanto, e a amplitude que até agora não perlustramos? Aqui está a filigrana: quando arguimos pelo que falta desbravar, não estamos unicamente nos referindo à composição material dos corpos celestes que vagam pelo Espaço, essa enormidade que os maiores cientistas não puderam até, o presente momento, pesquisar nem sequer ver de todo*1. Falamos também do UNIVERSO INVISÍVEL, ultradimensional, onde as Almas residem, que, no estágio evolutivo da civilização contemporânea, não pôde, por ora, ser devidamente percebido pelos olhos somáticos nem acreditado, em boa parte, pela Ciência terrestre. E o mais surpreendente: nem por alguns religiosos que pregam a Vida Eterna. Todavia, quando diversos pioneiros começam a analisar e estudar as possíveis dimensões em que habitam os Espíritos, há quem procure depreciar sua labuta. Na verdade, temem avançar na direção descortinada pelos precursores. De certa forma, é como na fábula de Esopo (aprox. 620-560 a.C.): Vulpes et uva*2. O teólogo e filósofo britânico William Paley (1743-1805) acertou quando definiu que

 

— Há um princípio que é utilizado como uma barreira contra qualquer informação, como prova contra qualquer tipo de argumento. Esse princípio nunca pode falhar, de modo a manter a humanidade numa ignorância contínua e perpétua. Esse princípio chama-se: condenar antes de investigar.

 

A Ciência convencional terá de ser reapreciada para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Além disso, terá de incluir também nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, contudo como realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do Ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório.

Depois de muito meditar sobre essa questão das dimensões materiais do Universo (até hoje os astrônomos debatem e se batem sem chegar a uma conclusão decisiva, ignorando a origem espiritual do Cosmos), certa feita, observei: Meu Deus, cogita-se de grandeza, dimensão, distâncias FÍSICAS... No entanto, os limites do Universo podem igualmente ser VIBRACIONAIS... O ser humano falece, o corpo fica... O Espírito (ou como o queiram chamar), que não pode ser reduzido ao território da mente, migra para outro Universo ou outros Universos, que não se veem... É um desafio lançado à mesa de discussão. A Ciência, em seus elevados termos, a posteriori comprova o que a Religião, de maneira intuitiva, bem antes percebera. A primeira conceitua; a segunda ilumina, quando realmente Religião e nunca reserva de tabus e preconceitos. Afinal, a Intuição*3, conforme afirmamos, é sempre mais rápida que a razão humana, por se tratar do efeito da Razão Divina em cada criatura. É a Inteligência de Deus em nós.

Na trilha desse instigante assunto acerca dos limites vibracionais do Espaço, registrei a seguinte ponderação no meu ensaio literário Ciência de Deus: o Universo possui esferas ainda invisíveis, que, em termos filosóficos, podem ser sobrepostas, não apenas paralelas. E quanto mais o Cosmos há de nos reservar?

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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1 Nota de Paiva Netto

Cerca de 95% da estrutura do Universo ainda é uma incógnita para a atual Física. Não se sabe o que seria a energia escura, responsável pela aceleração do Universo, e a matéria escura, que reveste o interior das galáxias.

2 Vulpes et uva (A raposa e as uvas) — A famosa fábula de Esopo conta a história da raposa que, não podendo alcançar as almejadas uvas, pois estas se encontravam muito altas, as acusa de estarem verdes, embora estivessem maduras.

3 Nota de Paiva Netto

A Intuição — Leia “Einstein e Intuição”, no terceiro volume das Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo (1991). Adquira pelo Clube Cultura de Paz: 0300 10 07 940 ou acesse: www.clubeculturadepaz.com.br

 

Quarta, 14 Novembro 2018 00:32

 Paiva Netto

 

Na história do Antigo Egito, com suas surpreendentes, para os estudiosos de hoje, construções piramidais, observamos muitos indícios da crença na Vida Eterna. 

Em Brasília/DF, Brasil, o Templo da Boa Vontade (TBV), a Pirâmide das Almas Benditas, dos Espíritos Luminosos, é um avanço nessa direção. Um dos maiores diferenciais está em sua universalidade. Há milhares de anos, as pirâmides, digamos assim, com seu simbolismo de existência perene, eram privilégio destinado a poucos. Já a mensagem do TBV, com o Ecumenismo Total, abriga a Humanidade da Terra e do Céu da Terra. O culto à morte, característica do passado distante, deu lugar à dinâmica da vida em plenitude.

No Templo da Paz, a vitalidade espiritual e humana é alimentada pelo poder misericordioso do “Grande Arquiteto do Universo”, no dizer dos irmãos maçônicos. Numa de suas paredes, coloquei esta diretriz, inspirada em Jesus (Evangelho, segundo João, 4:23 e 24): “Neste Templo até as pedras clamarão que Deus é Espírito e como tal deve ser adorado: em Espírito e Verdade”.

O Ecumenismo dos Corações, no TBV, iluminado pelo entendimento da Vida Imortal, não é utopia, mas prática diária. As criaturas são realmente respeitadas. Ele jamais exclui, contudo agrega a sabedoria originada nas mais diversas linhas de pensamento.

Quem compartilhava dessa iniciativa de união era o nosso saudoso amigo dr. Nestor João Masotti (1937-2014), ex-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB). Na ocasião em que era secretário-geral do Conselho Espírita Internacional, destacou: “Um dos pontos que precisamos procurar é o entendimento entre todas as religiões. Naturalmente, não podemos pretender que todos pensem de forma absolutamente igual, mas podemos perfeitamente buscar uma forma para que possamos conviver fraternalmente. E, nesse caso, o trabalho da LBV passa a ser muito significativo, porque está ajudando os homens a se encontrarem para convivermos fraternalmente, mesmo com pontos de vista doutrinários, espiritualistas e religiosos diferentes”.

 

A morte não existe

Como também pensava o dr. Masotti, esmeremos no desenvolvimento desta consciência: “A morte não existe!” É o grande brado do Templo da Boa Vontade, conforme escrevi, no fim da década de 1980, na página “Quanto à abrangência do TBV”. Trata-se de esclarecimento indispensável na prevenção do suicídio, que, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), leva ao óbito uma pessoa a cada 40 segundos no planeta. É um problema global de saúde pública que deve ser enfrentado pela sociedade. Alziro Zarur (1914-1979), sempre lembrado fundador da Legião da Boa Vontade, alertava que “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”. Joguemos fora qualquer tabu e trabalhemos corretamente para impedi-lo. Que não falte, a partir das crianças, a devida instrução espiritual, moral, material, e o socorro urgente àqueles que já tenham manifestado tendências suicidas. O Amor Fraterno é capaz de impedir numerosas tragédias!

Assim como a Vida, a Esperança não morre nunca! Lutar pela vida e perseverar no Bem são escolhas acertadas.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Terça, 13 Novembro 2018 00:31

Paiva Netto

 

Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), o dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes e das doenças a ele correlacionadas.

Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde pública ainda não suficientemente difundido na população.

 

Passaporte

Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. (...) A doença é silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível que você venha a desenvolver o diabetes”.

No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas estão com a doença, segundo informa a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). E os números não param. Houve um aumento preocupante no mundo, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Somente no ano de 2017, foram estimados 425 milhões de diabéticos, o que corresponde a 8,8% da população planetária. Calcula-se que até o ano de 2045 esse número ultrapasse 628 milhões. 

 

O exemplo do carro

Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol, o seu açúcar... O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos, sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por complicações gravíssimas”.

 

Dados alarmantes

De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas que fazem hemodiálise – quando o rim vai à falência – diabéticas. Em 40% das coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (...) Eu tenho pacientes que já estão com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se exercitam, fazem dieta”.

 

Sobremesa

Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do que é um alimento não saudável. É preferível, em vez de habitualmente comer doce, você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás, um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (...) As frutas, as fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para equilibrar a quantidade de carboidrato”.

 

Fator de risco

Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando a esses problemas”.

Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e silencioso inimigo.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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