14 Dezembro 2018
Paiva Netto

Paiva Netto (438)

Sexta, 14 Dezembro 2018 00:47

Saudar além dos irmãos

Written by

Paiva Netto

 

Há tempos observo-lhes que a miscigenação do mundo é inevitável. Da mesma forma, destaco que o Ecumenismo dos Corações é o bom futuro da humanidade.

As criaturas não sobrevivem adequadamente no isolamento. A confraternização geral é um legítimo anseio que ignora fronteiras e segue unindo, apesar dos pesares, etnias, filosofias, religiões, pátrias, enfim, seres espirituais e humanos. Em Sua passagem pela Terra, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, testemunhou, a todo momento, que esse é o caminho. Uma de Suas Solidárias Lições ilustra bem isso: “Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também assim? Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo?” (Evangelho, segundo Mateus, 5:46 e 47).

Com muita propriedade, ensinou o saudoso dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), em Evangelho do Futuro, publicado como folhetim no periódico Reformador, de 1905 a 1911, sob o pseudônimo Max:

“O bem tem grande força de expansão! (...) Um povo que tem fé cria-se numa atmosfera moral em que bebe a força para o cumprimento de todos os deveres, a mais expansiva força das alegrias da Alma, desde a vida terrena”.

Busquemos, pois, a convivência planetária firmada no Amor Fraterno e no respeito mútuo, sem esquecer a mais elevada concepção de Justiça, que promana de Deus.

 

Identificando o preconceito

Nosso país, ainda que precise avançar muito, incentiva e trabalha pelo respeito às diferenças. Merecem, portanto, relevância iniciativas dedicadas a tão nobre finalidade.

A luta histórica de Zumbi dos Palmares (1655-1695) prossegue, alcançando crescente vitória nas consciências. O mundo se tornará mais feliz à medida que seus habitantes, sem exceção, receberem o devido apoio e usufruírem da liberdade seguramente adjetivada como responsável.

Um importante passo para que haja fraternidade mútua é o reconhecimento do preconceito, às vezes velado, que a maioria nem percebe que pratica.

Durante sua participação no programa Conexão Jesus — O Ecumenismo Divino, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), o professor doutor Kabengele Munanga, antropólogo do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), comentou: “Como o próprio termo diz, preconceito é um julgamento preconcebido sobre os outros, os diferentes, sobre os quais não temos, na realidade, um bom conhecimento. O preconceito é um dado praticamente universal, porque todas as culturas o produzem. Não há uma sociedade que não se defina em relação às outras. E, nessa definição, nos colocamos numa situação, achando que somos o centro do mundo: a nossa cultura é a melhor, a nossa visão do mundo é a ideal, a nossa religião é a melhor. Assim, julgamos os outros de uma maneira negativa, preconcebida, sem um conhecimento objetivo. A matéria-prima do preconceito é a diferença”.

Aliás, em Reflexões da Alma (2003), reafirmei que racismo é obscenidade (assim como preconceitos sociais, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie). Vai solapando não somente os esforços da etnia negra, mas também dos brancos pobres, dos índios, dos imigrantes... É preciso erradicá-lo, pois em seu bojo surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento da Paz no planeta.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

Quinta, 13 Dezembro 2018 00:46

Quem faz o pão...

Written by

Paiva Netto

 

A Economia não pode ser o reino do egoísmo. Ora, ela está aí para beneficiar todos os povos, compartilhando decentemente os bens da produção planetária. Se isso, porém, não ocorre, é porque se faz necessária uma mudança espiritual-ética de mentalidade, principalmente pelo prisma do Novo Mandamento de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pois ensina que nos devemos amar como Ele nos tem amado: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35). Senão, os predadores das multidões podem ganhar a batalha, que a eles no devido tempo, da mesma forma, consumirá. O desprezo às massas populares é multiplicação de desesperados. Certamente, alguém já concluiu que quem faz o pão deve, de igual modo, ter direito a ele. Alerto para o fato de que, se o território não é defendido pelos bons, os maus fazem “justa” a vitória da injustiça.

Haveremos de assistir ao dia em que a Economia terrestre será bafejada pelo espírito de Caridade, porque a Luz de Deus avança pelos mais recônditos ou soturnos ambientes do pensamento e da ação humanos. Portanto, que os chamados bons se levantem em nome da Paz e espalhem essa Sublime Claridade para iluminar a escuridão que ainda campeia pelo mundo. Foi o Divino Mestre quem afirmou: “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos Céus” (Evangelho, segundo Mateus, 5:16).

 

Desumanidade gera desumanidade —No meu estudo Cidadania do Espírito (2001), afirmo que desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado atual nas diversas regiões do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito, podemos edificar um amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será duradoura se não houver o sentido de Caridade, o respeito ao ser humano e o bom comando das gentes atuando no coração.

Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de vida material e espiritual para os países e seus povos, os Cidadãos do Espírito. Resta às criaturas aprender em definitivo a enxergar essa realidade e a desenvolver a compaixão, aliada à Justiça. Desse modo, com o passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios, lhe tem feito tanto mal: a pouca atenção que dá à força do Amor Fraterno, “princípio básico do ser, fator gerador de vida, que está em toda parte e é tudo”.

Sobre o sublime ato de se doar ao próximo e suas consequências sociais, assim se manifestou o pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859), autor de A Democracia na América: “A caridade individual se dedica às maiores misérias, procura o infortúnio sem publicidade e, de maneira silenciosa e espontânea, repara os males. Ela se faz presente onde quer que haja um infeliz a ser resgatado e cresce junto com o sofrimento. (...) Pode produzir somente resultados benéficos. (...) Alivia muitas misérias, sem produzir nenhuma.

Identificação no Bem de norte a sul, de leste a oeste — Enquanto os governos não chegam às “soluções definitivas” para a miséria, que cada criatura, por iniciativa pessoal ou em comunidades, faça mais do que puder — e não o deixe de realizar — pelo semelhante, pondo em ação o poderoso espírito associativo de Caridade, tão apregoado e vivido por Jesus, Muhammad, Moisés, Buda, Onisaburo, Confúcio, Gandhi e outros luminares da História não somente do campo religioso.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

Quarta, 12 Dezembro 2018 00:38

Origem espiritual da Profecia

Written by

Paiva Netto

 

Em minha obra Os mortos não morrem, transcrevo estudos abalizados e relatos interessantíssimos sobre a realidade da vida após o fenômeno chamado morte... Todavia, é necessário também refletirmos sobre alguns desdobramentos morais desse saber espiritual que Jesus, o Divino Ressuscitado, nos oferece para conduzirmos bem nossos destinos. Afinal, quando não nos preparamos convenientemente, a morte se torna um grande susto. Daí a nossa preocupação em dialogar com todos os que me honram com a leitura e lhes apresentar tantos fatos que, durante milênios, evidenciam a sobrevivência da Alma e a Natureza Espiritual desse fenômeno.

O saudoso proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), assegurava que “não há morte em nenhum ponto do Universo”.

Você quer desaparecer, ficar separado dos entes queridos para todo o sempre? Acredito que não!

No segundo volume da série literária “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”, a obra As Profecias sem Mistério (1998), novamente registrei esta minha assertiva: Os mortos não morrem!, mesmo os Irmãos ateus-materialistas. Não se pode analisar a Palavra do Criador menoscabando qualquer de Suas criaturas, incluídas as espirituais.

Ademais, de onde vêm os alertamentos sobre a gravidade do instante pelo qual passa a Terra? Justamente do Mundo Espiritual, a moradia dos Invisíveis, conforme nos revela o Apocalipse, do Profeta Divino, Jesus, logo no capítulo primeiro, versículos iniciais: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer, e que Ele, enviando-as por intermédio do Seu Anjo, notificou ao Seu servo João, o qual atestou a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo quanto a tudo o que viu”. (Apocalipse, 1:1 e 2)

O que pensa você, prezada leitora, amigo leitor, que sejam os Anjos (que surgem tantas vezes na Bíblia Sagrada) senão Almas? É imprescindível saber de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde iremos após o inafastável fenômeno da morte.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

____________________________________________

ServiçoOs mortos não morrem (Paiva Netto), 528 páginas. À venda nas principais livrarias ou pelo site www.clubeculturadepaz.com.br

 

Terça, 11 Dezembro 2018 13:35

O big bang é o Operacional Divino

Written by

Paiva Netto

 

Considerando o sentido de Eternidade, o Universo nunca foi criado, jamais teve princípio nem terá fim, porque ele sempre existiu e existirá em Deus. Isso não significa dizer que o Universo é Deus, mas que, em potencial, sua existência sempre foi uma realidade. Qualquer acontecimento, digamos que representado pelo big bang, do dr. George Gamow (1904-1968), é apenas o Operacional Divino para determinada ocasião. Muitos Universos já existiram, porque a presença de Deus é permanente, como o moto-contínuo, cuja equação procurada é o Amor, que é justamente o próprio Deus (Primeira Epístola de João, 4:8).

 

Para que se faça mais bem entendido aos que me honram com sua atenção, em meus livros Reflexões da Alma (2003) e É Urgente Reeducar! (2010), apresentei algumas de minhas modestas concepções do Criador, desenvolvendo raciocínio nestes termos:

 

(...) Um dos maiores óbices a serem vencidos pelos seres humanos na grande trajetória para a compreensão de Deus, sob o ponto de vista da Ciência, é deliberar a respeito de que estão pesquisando: sobre Que ou Quem? Ou sobre o Deus Quem e/ou Quê? (não o quê, como uma lata na rua, ou um pedaço de papel rasgado), todavia um Quê Divino, o qual, quando a Ciência O decifrar, abrirá, a si mesma, horizontes em dimensões múltiplas da Sabedoria e da Moral quintessenciadas. (...)

 

Em tudo isso, uma condição conciliatória se faz primordial: o raciocínio humano não pode ficar limitado ao que foi, até agora, descoberto em laboratório, concluído pelos cálculos ou pela Fé que não ousa se deparar com a Razão. Como propunha Allan Kardec (1804-1869): “Fé inabalável é aquela que pode encarar frente a frente a Razão, em todas as épocas da Humanidade”.

 

O Talmud, livro sagrado dos judeus, é muito claro ao demonstrar a necessidade de homens e mulheres da Fé e da Razão serem humildes ao procurar e proclamar a Verdade: “O profeta orgulhoso perde as suas profecias; o sábio orgulhoso, a sua sabedoria”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

____________________________________

ServiçoTesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias.

 

Sexta, 07 Dezembro 2018 01:42

Transformar dor em vitória

Written by

Paiva Netto

 

Não duvidemos de nossa capacidade, como seres espirituais e humanos, de alcançar o hoje considerado insuperável. Temos muito mais aptidão para sobrepujar problemas, por maiores que os julguemos, segundo avalia o médico, psicólogo, filósofo e escritor norte-americano William James (1842-1910): “A maioria das pessoas vive física, intelectual ou moralmente num círculo muito restrito do seu potencial. Faz uso de uma parte muito pequena da sua possível consciência e dos recursos da sua alma em geral, assim como um homem... que se habitua a usar e a mover somente o seu dedo mínimo. Grandes emergências e crises nos mostram como os nossos recursos vitais são muito maiores do que supúnhamos”.

Diante disso, se as dificuldades são maiores, superiores serão os nossos talentos para suplantá-las. Se desse modo não fosse, onde estaríamos hoje caso os que nos antecederam, pelos séculos, se acovardassem? A pior tragédia é desistir por causa das adversidades do mundo. É falhar, portanto, com aqueles que confiam em nós. Os que vieram antes — com o combustível da Fé Realizante — sublimaram dor em vitória.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

Quinta, 06 Dezembro 2018 01:42

Presença Luminosa e Libertadora

Written by

Paiva Netto

 

Desde 2004, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), comemora-se o 2 de dezembro como o Dia Internacional da Abolição da Escravatura. O intuito é fazer com que todos se recordem de que, longe de ser um estigma superado, ainda hoje é mal que aflige diversas partes do planeta. Ao refletir sobre essa terrível realidade, trago a vocês, prezados leitores e leitoras, estas palavras extraídas de meu ensaio literário Jesus, o Libertador Divino, que publiquei na imprensa na década de 1980:

Existe um Libertador cuja influência transcende limites ou datas humanas. Sua atuação é constante. Enquanto houver fome, desemprego, falta de teto, menores sem escola e carinho, idosos sem amparo e afeto, gente sem quem a conforte, há uma inadiável emancipação social e de todas as etnias ainda por fazer.

Consigna a História personagens notáveis, que dignificaram a existência terrestre (...). Entretanto, ao inexorável passar do tempo, da lembrança dos povos vai esmaecendo a fama das realizações de muitos deles, somente restando os seus nomes e a pálida recordação dos seus feitos.

Um desses vultos históricos de todos os tempos e de todas as nações gloriosamente resiste. Cada vez mais fulgura a Presença Luminosa e Libertadora. Sua marca indelével firma-se na memória dos seres humanos: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho, segundo Lucas, 21:33).

Sua vida — infância, juventude, pregação da Boa Nova, padecimentos, morte, ressurreição — não encontra paralelo na Terra: “Vós sois de baixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou” (Evangelho, segundo João, 8:23).

Depois Dele, a vivência do ser humano nunca mais foi a mesma: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. Aquele que vive e em mim acredita não padecerá eternamente” (Evangelho, segundo João, 11:25 e 26).

Sacudiu as Almas e convocou para Belém a diligência dos poderosos. A Seu respeito profetizou Simeão: “Eis que este Menino está destinado para a ruína e o erguimento de muitos, e para ser alvo de contradições” (Evangelho, segundo Lucas, 2:34).

Desde a infância, manifestou o Seu elevado saber: aos 12 anos já pregava aos doutores da lei, revelando o Seu Divino conhecimento. Falava-lhes com avançada sabedoria. Deixava-os atônitos e em demorada reflexão, tamanha a sublimidade das lições que as Suas réplicas encerravam: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê Naquele que me enviou, já passou da morte para a Vida Eterna” (Evangelho, segundo João, 5:24).

(...) Quereis saber o Seu nome? Jesus!, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ipso facto, sem resquícios de intolerância, porquanto Ele, para redenção nossa, é Amor elevado à enésima potência, “a Claridade perene, que, vinda ao mundo, ilumina todo ser humano” (Evangelho, segundo João, 1:9).

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 Paiva Netto

 

O organismo humano é a mais extraordinária máquina do mundo. Mesmo assim, falha. Contudo, com Amor, até os remédios passam a ter melhor resultado. Por isso mesmo, a decisão da Assembleia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU, de instituir, desde outubro de 1987, o primeiro de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a Aids, é de enorme importância. Tanto que, no ano seguinte, nosso país adotou a data por meio de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

Nossos Irmãos que padecem com o vírus HIV e os que sofrem de outros males físicos, mentais ou espirituais precisam, em primeiro lugar, de Amor Fraterno, aliado ao socorro médico devido. Se a pessoa se sentir espiritual e humanamente amparada, criará uma espécie de resistência interior muito forte, que a auxiliará na recuperação ou na serenidade diante da dor. Costumo afirmar que o vírus do preconceito agride mais que a doença.

Aos que sofrem o abandono a que foram relegados por antigos correligionários, por amigos de discussão intelectual e até mesmo pelos seus entes mais queridos, o conforto destas palavras do saudoso dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), cardeal-arcebispo emérito de São Paulo, na sua tocante obra Da Esperança à UtopiaTestemunho de uma Vida: “A graça de Deus não esquece ninguém nem se regula por crachás. Basta lembrar o segundo capítulo do livro Gênesis para sentir como o sopro de Deus infunde vida ao ser humano e lhe dá como companheira a Esperança por toda a vida. (...) Afinal, o mundo é de Deus, e Deus está presente no coração de cada pessoa, por menos que esta O sinta ou O exprima de viva voz. (...) A utopia é a união de todas as esperanças para a realização do sonho comum. Se realizarmos este sonho, teremos construído uma nova realidade”.

Longe do Amor Fraterno, ou Respeito, se assim quiserem apelidá-lo, o ser humano jamais saberá viver em Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, porque a sua existência ficará resumida a um terrível “cosmos”, o mesquinho universo do egoísmo. Por esse motivo, escreveu o pensador e sociólogo francês Augusto Comte (1798-1857): “Viver para os outros é não somente a lei do dever, mas também da felicidade”. Trata-se de uma lição que ninguém deve esquecer em circunstância alguma.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

 

Terça, 04 Dezembro 2018 01:40

A Caridade não é um sentimento de tolos

Written by

Paiva Netto

 

Por ocasião do Dia Internacional do Voluntário, celebrado em 5/12, dedico-lhes trecho que inseri na nova edição de Cidadania do Espírito (2001), quanto ao significado do termo Caridade. São conceitos que tenho desenvolvido desde a década de 1960, convidando o(a) leitor(a) a refletir sobre essa ferramenta imprescindível, em minha opinião, para ajustar os mecanismos de uma sociedade ainda hoje regida pelo individualismo, seja no âmbito particular ou coletivo. Aliás, esse individualismo tem contribuído para levar muita gente à indiferença, à secura de Alma, isto é, à ausência da Solidariedade, da Fraternidade, da Generosidade nos relacionamentos humanos e sociais. Aqui, algumas reflexões sobre o tema. Espero que apreciem:

A Caridade não é um sentimento de tolos. É a misericordiosa estratégia de Deus que, aliada à Justiça Divina (que não é a violência que homens inescrupulosos têm como tal), estabelece nos corações a condição perfeita para que se governe, administre, empresarie, trabalhe, pregue, exerça a Ciência, elabore a Filosofia e se viva, com espírito de Generosidade, a Religião.

Quando há Amor Fraterno, incontrastável empenho e consagrada competência, que se desenvolve com labor e zelo — desde a fixação de um simples prego na madeira (creia no seu valor próprio!) —, não existem limites para o alicerce de um mundo melhor.

Realizar o Bem voluntariamente é uma das mais belas páginas de Amor que o ser humano pode escrever. (...) A Caridade, aliada à Justiça, dentro da Verdade, é o combustível das transformações profundas. Sua ação é sutil, mas eficaz. A Caridade é Deus, quando inequivocadamente entendido como Amor, e não como vingança.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

 

Terça, 27 Novembro 2018 00:20

Violência patrimonial

Written by

 Paiva Netto

 

Escolhi apresentar a vocês hoje o retrato da violência patrimonial, que provoca lastimável sofrimento, mormente a mulheres e crianças.

A advogada Cíntia de Almeida, fundadora e diretora-executiva do Centro de Integração da Mulher, em Sorocaba/SP, trouxe-nos valiosas informações sobre o assunto:

“A violência patrimonial envolve aquela mulher que deseja colocar as suas potencialidades a serviço do trabalho para contribuir com a família, mas seu companheiro, seu marido, a impede. Ele destrói os seus documentos pessoais, a sua carteira de trabalho. É também quando as divergências se instalam na vida da família. Ao optar pela separação, a mulher faz a denúncia competente. Então, o companheiro destrói os seus bens, os bens que ambos adquiriram conjuntamente. Ou quando ele a coloca para fora do lar: ‘A casa é minha. Os filhos são seus. Então, eu fico com a casa’”.

Segundo a dra. Cíntia, “essa outra forma de violência patrimonial depois na Justiça se esclarece, mas há uma demora grande. A Justiça está assoberbada, e existem numerosos casos. Até que se resolva tudo, muitas vezes, a mulher é obrigada a sair com os filhos dessa situação constrangedora e violenta para buscar um abrigo, uma casa onde possa falar que é sua por um tempo predeterminado, intermediário, e onde vai ter toda a assistência possível. Mas não é a casa dela. Então, é um constrangimento que ela vive. Essa é uma violência patrimonial, além de psicológica, em que ela vê os sonhos destruídos, e uma violência moral, em que se vê impossibilitada de reação. O companheiro que ela ama a destrói como pessoa e destrói a sua vontade de viver, de ser feliz e de transformar os filhos dessa união em pessoas saudáveis para a sociedade. Ela fica muito vulnerável, muito exposta”.

 

O agressor

Atenção agora a esta consideração de nossa entrevistada: “Geralmente, o agressor é alguém que conhece a mulher em todas as situações e como reage; sabe de todos os detalhes do seu dia a dia e conhece o seu cheiro, os seus sonhos”.

Grato, dra. Cíntia, pelas elucidações levadas ao ar no programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696). William Shakespeare (1564-1616) dizia que “aos infelizes o melhor remédio é a esperança”. Contudo, é dever de todos nós e dos poderes constituídos tornar realidade o socorro às vítimas da violência em seus vários aspectos. Mais que isso, chegar antes, não permitindo que ocorram.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

 

Segunda, 26 Novembro 2018 00:18

Homenagem a dois gênios brasileiros

Written by

 

 

Paiva Netto

 

O mês de novembro é marcado por datas que nos fazem recordar a genialidade de dois dos mais famosos compositores de nosso país: o carioca Heitor Villa-Lobos (1887-1959) — falecido em 17 de novembro de 1959, a cuja memória prestei tributo, na edição 220 da revista BOA VONTADE (de dezembro de 2007) — e Claudio Santoro (1919-1989), ilustre manauara, nascido em 23 de novembro de 1919, autor de Sinfonia da Paz, gravada, sob sua regência, pela Orquestra Estadual e Coro Stepanov de Moscou, na Rússia. Essa aplaudida obra abre a minha pregação do Evangelho de Jesus na Super Rede Boa Vontade de Comunicação1.

A boa música é um elo inquebrantável que une a criatura ao Criador. Villa-Lobos e Santoro são, portanto, sacerdotes que nos inspiram a conversar com Deus.

O pulsar da Vida, o Bem, a Solidariedade, a Generosidade, o Respeito e a Caridade são melodias sublimes, sons, ritmos que afinam nossos pensamentos, palavras e ações pelo diapasão da Justiça e do Amor Divinos.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.www.boavontade.com

 

______________________
¹ Super Rede Boa Vontade de Comunicação — Para outras informações, acesse www.boavontade.com.

 

 

Pagina 1 de 32